OMG. Que momento de revelação.
Não estava perto de imaginar que ponho ferrinhos a saltar, sempre que entro em casa.
Parti um copo (olhem que novidade!) e tinha que ser logo um de champanhe, em cristal! A minha mãe assistiu à cena e apressou-se a fazer um olhar reprovador, sem nada dizer.
- Também já partiste muitos! – desculpei-me.
Riu-se e eu rematei com:
- Ensinam isto em filosofia: é a falácia do "ataque à pessoa" (mais especificamente, o argumento tu quoque: “tu também”)!
- Em que ano aprendeste isso? – perguntou-me.
- No 11º. Porquê?
- Para sugerir que alterem o programa.
Porque é que as mães sabem sempre o que responder para sairem "campeãs" de uma conversa com os filhos?!
Quando calha, dedico-me ao lápis e vou desenhando gatafunhos simples. Porém, há pouco tempo, decidi arriscar mais.
Estreei-me no mundo dos retratos e este foi o resultado:
Vou optar por não mostrar a foto original, SÓ MESMO para não revelar a identidade da pessoa retratada. Não é para verem como desenhei mal e está diferente, nããããão!
Para parecer que este retrato tem uma qualidade exemplar, partilho convosco dois fails de outros aspirantes a artistas.
Preparem-se para duas fortes gargalhadas, se forem pessoas de riso fácil:


Numa perfeita coincidência, foram criados os nossos cadernos brancos – agora já tão locupletos de palavras –, avançámos para a coabitação de um lar com os nossos rapazes e encontrámos uma segunda casa, batraquiana, onde nos tornámos vizinhas.
Podem passar-se largos meses sem que visitemos o site da Ryanair mas, quando o fazemos, acontece na mesma semana. Partilhamos o mês e o distrito que nos viram nascer. Partilhamos paixões e convicções. Partilhamos um conto, ainda em contrução. Não lhe conheço a cara, mas conheço-lhe as palavras.
Se houver um qualquer mecanismo de transmissão de pensamentos, eu e a Maria das Palavras somos certamente dois dos peões parceiros, neste jogo da mente. Acredito que não é necessário escrevê-lo, para que ela o saiba. Mas - não vá o universo andar distraído com toda esta beleza da primavera, da poesia, do eclipse, do dia do pai e do dia da felicidade – é melhor não arriscar: desejo-te um feliz aniversário, Moça das Palavras.
Hoje é dia de variados fenómenos cosmológicos (eclipse solar, equinócio da Primavera e super-lua), mas a estrela deste Art’s friday é outra.
Arquiteta e natural do Porto, a Ana Aragão já conquistou, com as suas ilustrações, milhares de fãs no nosso país e no estrangeiro. Esta artista tem um traço muito característico, aliado a uma enorme criatividade, e não terá sido ao acaso que foi considerada, pela revista "Lürzer's Archive", uma das melhores ilustradoras do mundo.
A Ana afirma que “vive intrigada com os mapas mentais e emocionais que nascem da nossa experiência quotidiana” e esta é, talvez, a ilustração com que mais me identifico. Primeiro, porque é uma rapariga (dah!) e, segundo (agora falo a sério), porque encontro aqui muitos elementos que também poderiam ser descobertos no meu “mapa mental”.
Apreciem a panóplia de detalhes deste saxofone muito português!
Apesar de se dedicar a um desenho criativo sem barreiras arquitetónicas, a protagonista deste Art's friday mantém-se fiel à sua faceta de arquiteta e idealiza cidades. Estas "não contam as histórias dos seus edifícios, mas sim das pessoas que lá habitam".
Por último, deixo-vos com uma ilustração que representou a nossa nação na Bienal de Veneza de 2014, uma exposição de arte com destaque internacional que acontece - como o nome indica - bianualmente, em Veneza.
Na página de facebook da Ana Aragão, encontramos muitas outras ilustrações. Tirem um bocadinho do vosso dia para admirá-las!
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