Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015

Passatempo Hotel Museu: 1 noite para 2 pessoas

  

Foi há dois dias que a minha família se rendeu a Mértola, uma vila alentejana plena de história, edificada na margem direita do Guadiana.

 

Reservámos 5 quartos no único hotel do país que é também museu, Hotel Museu, e que nos permite, pelo património arqueológico exibido junto da receção, uma aproximação acrescida ao passado do local.

 

Os quartos modernos com vista para o rio não desiludiram e a Sra. Maria Paula recebeu-nos com energia e simpatia contagiantes. Sugeriu-nos que começássemos a explorar Mértola via fluvial e assim foi. 10€/pessoa foi o preço a pagar pela inesquecível viagem no barco do hotel que, a meu ver, foi o ponto alto (ainda que geograficamente mais baixo) do nosso passeio pela vila.

 

E o pequeno-almoço na esplanada, com aquela paisagem apaziguadora... Foi o suficiente para anular o meu mau-humor matinal (que é um drama do tipo não me toquem, não me falem, por favor, quero voltar para a minha cama, prefiro morrer a ter que abrir os olhos, nãããããããããão!).

 

Agora, a boa notícia para os leitores: em parceria com o Bata&Batom, o Hotel Museu vai oferecer uma noite e pequeno-almoço para duas pessoas. Como se não bastasse, terão ainda direito a uma garrafa de vinho da região!

 

hotel museu.jpg    

Como participar? Simples:

   

1 - Ser fã da página de facebook do Hotel Museu;

2 - Partilhar esta publicação no vosso facebook em modo público;

3 - Fazer figas e aguardar pelo resultado do sorteio, previsto para dia 21 de agosto.

      

Participações válidas até dia 20 de agosto.

 

Enquanto começam a participar, vou preparar um post com algumas fotos e mais detalhes desta escapadela até ao Alentejo.

Boa sorte e até já!

  

publicado por BataeBatom às 11:04
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2015

De volta e com os espelhos da alma mais limpos.

  

Estava de costas para a porta e o nervoso miudinho decidiu fazer uma espécie de turismo gástrico, ocupando o espaço que estava reservado para o jantar. Umas mãos macias bloquearam a minha visão. Limitei-me a tocá-las, esperando que a identidade me fosse gratuitamente revelada. Nada. Estendi os braços para trás, na tentativa de obter mais pistas... E pensei reconhecer os cabelos.

 

- Mãe?!

Afinal, quem mais, com aqueles caracóis selvagens, me encontraria ali, momentos antes do concerto?

 

Na verdade, foi outra pessoa especial quem me tapou os olhos e me surpreendeu com a sua visita inesperada. Embrenhei-me depois na conversa com todos os amigos que se deslocaram até Pombal para me apoiar, consegui expulsar o Sr. Nervosinho Estúpido e diverti-me à grande, naquela noite. De violino em riste e com uma excelente claque, seria impossível esconder os sorrisos de alegria. 

 

bodo silk 1.jpg

Fotos e vídeos na nossa página de facebook

 

Poucos dias depois, cheguei ao Telhal, onde me esperava uma semana de voluntariado numa instituição de saúde mental e psiquiatria. Conheci colegas fantásticos e utentes amorosos. Os voluntários, identificados pelas batas azuis, recebem abraços com uma frequência estonteante. Sorrimos a cada pessoa que se cruza connosco, nos túneis subterrâneos ou nos grandes jardins da instituição. E, após uma semana com estes hábitos (que deviam ser mais frequentes cá fora), cheguei à estação de Santa Apolónia com um olhar diferente. Limpei algumas manchas acumuladas no espelho da alma. Uma alma verde - se é que o ditado está correto -, mas a amadurecer com o auxílio destas experiências.

 

Quando voltei, dirigi-me a desconhecidos com uma espontaneidade e simplicidade mais apuradas, como se tivesse feito uma desintoxicação interior. Um empecilho na estrada? Be happy. Uma miúda com um estilo duvidoso e que me faria pensar que o mundo está perdido? Be happy. Acreditem que, depois de verificarmos as limitações que certos doentes têm, o nosso sentido crítico se altera. E esta é uma das razões para aconselhar qualquer um a fazer voluntariado com pessoas com patologia mental. Umas horas, um dia, uma ou mais semanas... Mas se durar, no mínimo, uns dias e tiverem acesso limitado à net... Ui, é a desintoxicação perfeita. Tchau, futilidades! 

 

Do palco, com vestido, à Casa de Saúde do Telhal, com bata, fui feliz. O que mais poderia pedir, se a música e o contacto com os doentes me preenchem? Porém, chegou agora o tempo de descansar, ler, dormir, armar-me em ciclista... e voltar a ter disponibilidade para dar voz à BB. Tempo de fazer um voluntariado diferente, que consiste simplesmente em dar atenção a mim própria, sem prazos, sem resultados académicos e com escassos horários para cumprir. Olá, estou de volta.

    

publicado por BataeBatom às 14:44
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